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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"perfume de coração" recebe o selo "olha que blog maneiro"

"Perfume de Coração" recebe, e agradece a distinção, o selo que vem da Itália, através do blog "Utopie Calabresi" - http://utopiecalabresi.blogspot.com/

Os 10 blogs abaixo foram indicados por "Perfume de Coração" para receberem este selo:

Fragmentos da Alma – http://reverereviver.blogspot.com/
InFocO – http://vivi-infoco.blogspot.com/
Minha obra-prima: Minha vida – http://kamilasarto.blogspot.com/
Na Dança das Palavras – http://leonorcordeiro.blogspot.com/
Pérolas que Colhi, Flores e Poesias – http://pati-prolasqescolhi.blogspot.com/
Poesia com Emoções – http://poesiacomemocoes.blogspot.com/
Porto das Crônicas – http://taisluso.blogspot.com/
Solucionática – http://solucionatica1.blogspot.com/
Sou Essência sem Fronteiras – http://souessenciasemfronteiras.blogspot.com/
Um Vento na Ilha – http://schsonia.blogspot.com/

As regras a seguir para os blogs que recebem este Prêmio são:

1- Exiba a imagem do selo "Olha que Blog Maneiro"
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie uma fotografia sua ou de um amigo para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
8- Só é válido caso as regras tenham sido todas cumpridas.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

engatinhando nas palavras – um exercício de balbucio

Como dizer sobre o não saber dizer? Como falar sobre o calar?
Me pego hoje olhando para dentro de mim, para tudo o que calei. Um não expressar sem fim, tão imenso e tão constante que num ápice de instalação leva a um transbordamento do mutismo.
Olho-me e vejo-me repleta de coisas, possuidora de um sem fim de preciosidades coletadas e cuidadosamente guardadas ao longo de toda uma vida. Coisas lindas, delicadas, algumas tão arduamente conquistadas e todas, sem distinção, seguindo o mesmo caminho: envelhecimento, ostracismo, depauperação.
Estou aqui, inchada, inflada, repleta do que não digo, do que não uso por não saber colocar, por não saber usar. Em que momento bloqueei a nascente? Como conseguir e permitir que tudo escoe antes que as comportas estourem?
Qual enchente de grandes proporções, mais e mais vejo se aproximar o momento do desfecho final: uma catastrófica implosão ou um desembocar tímido das minhas águas turbulentas num mar acolhedor, onde meus sentimentos, tão aterradores devido ao confinamento, possam fluir calmamente, cientes e conscientes de suas proporções. Onde a beleza e a feiúra possam ser vistos sob seus verdadeiros prismas, sem privilégio de um sobre o outro. Onde haja espaço para cada coisa ser exatamente o que é - criando do atual entulho um conjunto harmonioso de belas e especiais raridades vivenciais.

texto: Lucia Vianna

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Desconstruções

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.
Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.
Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido:
A de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.
Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo.
Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia.
Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

texto: Martha Medeiros